Sucessão patrimonial: como planejar e economizar nos custos para proteger seu legado?

Chegou o momento de pensar na sucessão patrimonial. Isso não significa que você deverá repassar seus bens aos seus herdeiros imediatamente, trata-se apenas de um alerta para que você esteja atento às mudanças que estão por vir nas cargas tributárias, entendendo que desenvolver um planejamento para tanto é vital.

Após a aprovação da Reforma Tributária, o ITCMD (Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação) passará a ser cobrado de maneira progressiva, sendo obrigação dos estados promoverem ajustes na legislação estadual instituidora de tal imposto.

Mas o que muda efetivamente?

Após os Estados modificarem suas legislações que instituem o ITCMD e este passar a se dar se forma progressiva, o que acontecerá a partir de 2025, quanto maior o valor do bem ou direito, maior será a alíquota de tal imposto.

Atualmente, o Paraná cobra um percentual fixo de 4% sobre o patrimônio, mas com as mudanças aprovadas pela Reforma Tributária, esse percentual poderá chegar aos 8%.

Mas não é só! Importante destacar que tramita no Senado o Projeto de Resolução n° 57, de 2019, que prevê dobrar o percentual, para 16%.

Por isso, muitos contribuintes, visando uma economia tributária, estão correndo contra o tempo para desenvolver um planejamento sucessório ainda neste ano de 2024.

Pensando nisso, desenvolvemos um conteúdo apresentando a sucessão patrimonial e seus modelos, como organizá-la e alternativas a fim de evitar os impactos tributários que estão por vir com a aprovação da Reforma Tributária. Confira:

 

O que é sucessão patrimonial?

No âmbito pessoal, a sucessão patrimonial envolve a definição de como os ativos serão transmitidos aos herdeiros. Isso pode incluir a elaboração de testamentos, doações em vida, criação de holding, entre outras estratégias.

A sucessão garante a continuidade, proteção e preservação do patrimônio ao longo do tempo. Uma das razões fundamentais em desenvolvê-la é a necessidade de planejar e preparar cuidadosamente o futuro.

Ao antecipar e abordar questões relacionadas à transferência de bens, é possível evitar disputas familiares, minimizar o impacto tributário e garantir a estabilidade financeira e operacional no futuro.

Além disso, a sucessão patrimonial desempenha um papel crucial na gestão eficiente do patrimônio. Estratégias inteligentes podem ajudar a maximizar o valor dos ativos, proteger o patrimônio e aproveitar oportunidades de investimento.

Utilizar-se de um planejamento sucessório traz uma transmissão de bens simplificada, com uma burocracia diminuída e com menor carga tributária. Por isso, pensando em perpetuação de legados, a sucessão patrimonial é fundamental para qualquer família.

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Aspectos legais a serem considerados na sucessão patrimonial

O ordenamento jurídico brasileiro impõe a preservação da legítima, consoante artigo 1.846 do Código Civil, o que significa que aos herdeiros necessários cabe, de pleno direito, a metade dos bens da herança.

Por isso, é muito importante avaliar a carga tributária que incide sobre uma sucessão patrimonial, e aqui podemos citar o ITCMD, que como já falamos, passará por mudanças que tornarão essa tomada de decisão muito mais cara em breve.

Diga-se ainda, que para compreender qual o melhor caminho para um planejamento sucessório, é vital conhecer o patrimônio e as ferramentas legais que se colocam à disposição para tornar esse momento mais benéfico e com o melhor cenário para o futuro, não só aos herdeiros, mas também àquele que está dispondo do patrimônio.

 

Holding: a principal estratégia de sucessão patrimonial

Embora o significado de holding seja basicamente controlar ou gerir outras empresas, não se trata apenas disso. As classificações podem depender da atividade exercida pela companhia e a estratégia pode ser utilizada para diversos fins.

Uma holding é uma empresa que possui participação acionária em uma ou mais empresas. Ela atua como uma espécie de “empresa-mãe” que detém o controle acionário das demais, denominadas subsidiárias.

Os principais modelos de holding são: