Impactos da Reforma Tributária na Gestão Financeira das Empresas

A Reforma Tributária sancionada em 2025 veio para ficar e promete transformar profundamente o cenário fiscal brasileiro, com mudanças significativas que afetam diretamente o fluxo de caixa e a gestão financeira das empresas. 

Neste artigo, listamos os principais pontos de atenção para empresas que atuam no setor produtivo _x0097_ em especial no transporte _x0097_ e que precisarão se adequar às novas regras fiscais com urgência e inteligência. 

O que é a Reforma Tributária e o que ela propõe?

Baseada no modelo de IVA (Imposto sobre Valor Agregado), já adotado em países como o Paraguai, a Reforma brasileira tem três grandes objetivos: 

Com isso, tributos como PIS, COFINS, ICMS e ISS darão lugar ao CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e ao IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) _x0097_ que seguem a lógica da não cumulatividade, permitindo maior compensação de créditos. 

5 Impactos Diretos na Gestão Financeira das Empresas

1. Apuração mais simples de tributos

Com o CBS, a compensação de créditos será clara e integral ao longo da cadeia produtiva. Veja um exemplo prático aplicado a uma transportadora: 

Exemplo prático: 

Essa mudança reduz a incidência em cascata, melhora a estrutura de crédito e dá maior controle ao gestor sobre sua carga tributária real. 

2. Melhoria na liquidez (com novos desafios)

Apesar da maior previsibilidade tributária, segmentos como transporte podem enfrentar elevação de carga. A alíquota estimada de PISCOFINS no setor hoje é de 19,5%. Com a reforma, o IBS pode alcançar até 25%, impactando o custo do frete. 

O que fazer?

 É hora de revisar os centros de custo, cruzar informações por unidade de negócio e avaliar se determinadas rotas, filiais ou contratos ainda trazem o retorno esperado. 

3. Gestão integrada e controle mais rigoroso

Como alertava a Pirelli: _x0093_Potência não é nada sem controle._x0094_ 

 A simplificação dos tributos não elimina a necessidade de controle. Pelo contrário: o novo sistema exige mais governança e sistemas ajustados às novas regras. 

Além disso, o split payment (pagamento fracionado direto na fonte) mudará o fluxo de pagamento dos tributos. Esqueça a guia do dia 20: os débitos podem ocorrer no dia 9, coincidindo com folha ou contas a pagar importantes. 

4. Tributação no destino e variação entre estados

Hoje, o ICMS é recolhido no estado de origem da mercadoria. Com a reforma, ele será cobrado no estado de destino _x0097_ exigindo conhecimento das regras locais e estratégias de pricing regionalizadas. 

Empresas que operam nacionalmente precisarão ajustar margens e contratos com base nas novas alíquotas estaduais. Isso muda o jogo do planejamento tributário interestadual. 

5. Reestruturação societária e revisão de contratos

Alguns modelos usados para evitar tributação _x0097_ como a locação de veículos ou abertura de filiais em estados com benefícios fiscais _x0097_ perderão sentido econômico. 

Empresas precisarão reavaliar: 

Empresas que mantêm o discurso _x0093_sempre fiz assim_x0094_ ou _x0093_em time que está ganhando não se mexe_x0094_ correm risco real de perder competitividade. 

Aquelas que adaptarem seus sistemas, treinarem seus times e contarem com o apoio de consultorias externas sairão na frente. 

A pergunta agora é: seu negócio está pronto para essa mudança?

Se precisar de apoio para transformar esse cenário em vantagem estratégica, nosso time está pronto para te ajudar. 

Escrito por Carlos Schulze _x0096_ Consultor na Funcional