A importância de investir no Business Intelligence (BI) na gestão contábil tornou-se fundamental ao longo dos anos devido à alta competitividade do mercado.
As empresas enfrentam um ambiente de negócios cada vez mais complexo e competitivo. Nesse contexto, a gestão eficiente e a tomada de decisões informadas são cruciais para o sucesso.
Ferramentas de BI surgem como catalisadores, afinal, servem para transformar dados brutos em insights para o negócio, permitindo uma visão clara e detalhada dos demonstrativos contábeis das empresas.
Este artigo explora a importância do BI na gestão contábil, destacando suas possibilidades e vantagens, com base em exemplos práticos de um sistema já em operação.
Demonstrativos tradicionais x relatórios de B.I.
No cenário corporativo atual, a inovação tecnológica tem transformado a maneira como as empresas coletam, analisam e utilizam dados para tomar decisões estratégicas.
Uma dessas inovações é a adoção de relatórios de BI, que têm revolucionado a forma como as empresas visualizam e interpretam seus dados.
No entanto, muitas organizações ainda dependem predominantemente de demonstrativos tradicionais, perdendo oportunidades de crescimento devido a essa decisão.
Alguns exemplos de demonstrativos financeiros que podem ser potencializados com um BI são:
Balancete
Um balancete é um relatório contábil que fornece um resumo das contas do livro-razão de uma empresa em um determinado período.
Ele apresenta os saldos iniciais, movimentações (débitos e créditos) e saldos finais de cada conta, permitindo a verificação da exatidão dos registros contábeis.
O balancete é essencial para garantir que os débitos e créditos estejam equilibrados, facilitando a preparação de demonstrações financeiras e a análise da situação financeira da empresa.

- Análise com BI: os saldos das contas patrimoniais podem ser visualizados por meio de gráficos ao longo do tempo e, também, de acordo com a sua representatividade, permitindo a identificação de tendências de aumento ou redução dos saldos.
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Demonstração do Resultado do Exercício (DRE)
A DRE é um relatório contábil que apresenta, de forma detalhada, o desempenho financeiro de uma empresa ao longo de um período específico, geralmente um ano.
O documento resume todas as receitas, custos e despesas da empresa, resultando no lucro ou prejuízo líquido do exercício.
Ele oferece uma visão clara sobre a lucratividade da empresa. Além disso, permite a avaliação de sua capacidade de gerar lucros e a eficiência de suas operações.
Importante destacar que a DRE além de uma exigência legal, é essencial para a tomada de decisões estratégicas.
- Relatório tradicional: análise de receitas, custos, despesas e resultados.
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- Relatório tradicional: visão detalhada da posição contábil da empresa de acordo com os padrões e normas contábeis.
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- Análise com BI: através do BI o demonstrativo de resultado da empresa pode ser apresentado junto com as análises verticais e horizontais, as quais auxiliam gestores a identificarem as principais razões que afetaram os resultados da empresa. Além disso, permitem a comparação com o mês, trimestre ou ano anterior. Também é possível fazer o destaque das variações por meio de cores que facilitam a interpretação.
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Demonstração de Fluxo de Caixa (DFC)
A Demonstração de Fluxo de Caixa detalha as entradas e saídas de caixa de uma empresa ao longo de um período específico. Esse processo geralmente é feito a cada três meses ou um ano.
Este documento fornece uma visão abrangente de como a empresa gera e utiliza seu dinheiro, dividindo os fluxos de caixa em três categorias principais: atividades operacionais, atividades de investimento e atividades de financiamento.
A DFC ajuda a avaliar a liquidez, a solvência e a capacidade da empresa de gerar caixa para financiar suas operações, investimentos e obrigações financeiras.
Ao fornecer uma visão clara do movimento de caixa, a DFC auxilia na tomada de decisões estratégicas e no planejamento financeiro.

- Relatório tradicional: monitoramento de entradas e saídas de caixa e o impacto no saldo nas contas patrimoniais de um período para outro.
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Análise com BI: por meio do BI, com os gráficos de barras, as alterações dos saldos das contas patrimoniais podem ser visualizadas e classificadas de acordo com a sua grandeza. Isso facilita o entendimento e a intepretação das variações que mais impactaram o período analisado.
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Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR)
O LALUR é utilizado para calcular o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
Criado pela legislação tributária brasileira, o LALUR registra as adições, exclusões e compensações necessárias para a determinação do lucro real, que é a base de cálculo desses tributos.
O documento é composto por duas partes: a Parte A, que inclui o controle de todas as movimentações que afetam o lucro líquido, e a Parte B, que detalha os ajustes temporários e permanentes que impactam a apuração do lucro real.
Este livro é obrigatório para todas as empresas que optam pelo lucro real. Sendo assim, ele é crucial para garantir a conformidade fiscal e uma correta apuração dos impostos devidos.
- Relatório tradicional: Livro de Apuração do Lucro Real, fundamental para empresas tributadas pelo lucro real.
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- Relatório tradicional: Livro de Apuração do Lucro Real, fundamental para empresas tributadas pelo lucro real.
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- Análises com BI: É possível comparar períodos e realizar simulações, como desconsiderar valores de subvenção, proporcionando uma visão mais estratégica e detalhada.
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Conteúdos que podem te interessar:
>> Business Intelligence: o que você precisa saber para começar a utilizar ferramentas de BI<<
>> Análise de dados: saiba como fazer para potencializar os resultados da sua empresa <<
>> BPO Contábil Tributário: simplificando e otimizando a gestão financeira das empresas <<
Acompanhamento de índices com BI
O acompanhamento de índices contábeis por meio de ferramentas de BI oferece uma visualização intuitiva dos indicadores e permitem a visualização clara de tendências ao longo do tempo.
Por exemplo, uma forma de acompanhar a liquidez da empresa é por meio de gráficos de linha que mostrem a evolução dos índices de liquidez corrente, seca, imediata e geral.
Esses índices medem a capacidade da empresa de honrar seus compromissos financeiros no curto e no longo prazo. Eles podem indicar se a empresa está em uma situação de equilíbrio, de sobra ou de falta de recursos.
Ao comparar os índices de diferentes períodos, é possível verificar se a empresa está aumentando ou diminuindo sua liquidez. Além disso, ele possibilita a verificação de fatores que estejam afetando positiva ou negativamente a situação financeira das empresas.

- Liquidez Geral: Trata-se do indicador de solvência da empresa no longo prazo. Portanto esse número revela se a empresa está conquistando ou perdendo a sua capacidade de pagamento.
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- Liquidez Corrente: Trata-se do indicador de solvência da empresa no curto prazo. Portanto esse número revela se a empresa está conquistando ou perdendo a sua capacidade de pagamento.
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- Liquidez Imediata: É o indicador de liquidez mais conservador pois considera apenas os valores disponíveis em caixa para quitar as obrigações de curto prazo.
Outro exemplo, um gráfico de rentabilidade comparando o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de diferentes períodos pode ajudar a avaliar o impacto de estratégias implementadas e identificar períodos de maior ou menor rentabilidade.
Por exemplo, se a empresa investiu em um novo produto ou serviço, o gráfico pode mostrar se houve um aumento no ROE após o lançamento, indicando que a estratégia foi bem-sucedida.
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Retorno sobre o ativo (ROA): esse índice representa a capacidade da empresa em gerar retorno a partir do total de ativos que ela possui, independente da origem. A partir dele podemos concluir se os ativos da empresa são rentáveis ou não.
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Retorno sobre o patrimônio líquido (ROE): esse indicador demonstra o quanto a empresa está gerando de retorno a partir do seu patrimônio líquido, incluindo os investimentos dos sócios e os resultados acumulados.
Mais um exemplo, gráficos com indicadores de endividamento que podem destacar valores atípicos, sinalizando possíveis problemas que requerem atenção imediata.
O grau de endividamento mensura a dependência do negócio em relação a dívidas e verifica se a empresa está utilizando mais recursos de terceiros ou próprios.
Também permite identificar a composição do endividamento. Essa composição refere-se à proporção da dívida que precisa ser quitada em curto e longo prazo.
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Endividamento geral: esse indicador representa a proporção do endividamento com terceiros em comparação ao ativo total da empresa.
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Composição de endividamento: a composição do endividamento relata o quanto da dívida está concentrada no curto prazo. Quanto menor for a concentração, melhor será o fluxo de caixa da empresa que poderá ter mais tempo para agir diante de cenários ruins de mercado.
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Endividamento financeiro: Esse índice mostra a relação entre o valor que a empresa está devendo a terceiros e o seu patrimônio líquido. Portanto quanto maior esse índice, maior é a alavancagem da empresa.
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Por fim, um gráfico de lucratividade contendo o EBIT e EBITDA pode auxiliar a empresa a identificar o impacto da implantação de novas estratégias ou de mudanças operacionais.
Por exemplo, uma nova estratégia de redução de custos deve refletir em um aumento gradual do EBIT e EBITDA. Ao analisar o gráfico, os gestores podem avaliar a eficácia dessas estratégias e ajustá-las conforme necessário.

- Lucratividade: esse índice é a representatividade percentual do resultado líquido sobre a receita bruta.
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- EBIT: é o resultado líquido sem considerar os impostos sobre o lucro e as despesas e receita financeiras. Portanto esse indicador leva em consideração apenas a geração de recursos provenientes das atividades operacionais.
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- EBITDA:
Um balancete é um relatório contábil que fornece um resumo das contas do livro-razão de uma empresa em um determinado período.
Ele apresenta os saldos iniciais, movimentações (débitos e créditos) e saldos finais de cada conta, permitindo a verificação da exatidão dos registros contábeis.
O balancete é essencial para garantir que os débitos e créditos estejam equilibrados, facilitando a preparação de demonstrações financeiras e a análise da situação financeira da empresa.

- Análise com BI: os saldos das contas patrimoniais podem ser visualizados por meio de gráficos ao longo do tempo e, também, de acordo com a sua representatividade, permitindo a identificação de tendências de aumento ou redução dos saldos.
- Relatório tradicional: análise de receitas, custos, despesas e resultados.
- Relatório tradicional: visão detalhada da posição contábil da empresa de acordo com os padrões e normas contábeis.
- Análise com BI: através do BI o demonstrativo de resultado da empresa pode ser apresentado junto com as análises verticais e horizontais, as quais auxiliam gestores a identificarem as principais razões que afetaram os resultados da empresa. Além disso, permitem a comparação com o mês, trimestre ou ano anterior. Também é possível fazer o destaque das variações por meio de cores que facilitam a interpretação.
- Relatório tradicional: monitoramento de entradas e saídas de caixa e o impacto no saldo nas contas patrimoniais de um período para outro.
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Análise com BI: por meio do BI, com os gráficos de barras, as alterações dos saldos das contas patrimoniais podem ser visualizadas e classificadas de acordo com a sua grandeza. Isso facilita o entendimento e a intepretação das variações que mais impactaram o período analisado.
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- Relatório tradicional: Livro de Apuração do Lucro Real, fundamental para empresas tributadas pelo lucro real.
- Relatório tradicional: Livro de Apuração do Lucro Real, fundamental para empresas tributadas pelo lucro real.
- Análises com BI: É possível comparar períodos e realizar simulações, como desconsiderar valores de subvenção, proporcionando uma visão mais estratégica e detalhada.
- Liquidez Geral: Trata-se do indicador de solvência da empresa no longo prazo. Portanto esse número revela se a empresa está conquistando ou perdendo a sua capacidade de pagamento.
- Liquidez Corrente: Trata-se do indicador de solvência da empresa no curto prazo. Portanto esse número revela se a empresa está conquistando ou perdendo a sua capacidade de pagamento.
- Liquidez Imediata: É o indicador de liquidez mais conservador pois considera apenas os valores disponíveis em caixa para quitar as obrigações de curto prazo.
Outro exemplo, um gráfico de rentabilidade comparando o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de diferentes períodos pode ajudar a avaliar o impacto de estratégias implementadas e identificar períodos de maior ou menor rentabilidade.
Por exemplo, se a empresa investiu em um novo produto ou serviço, o gráfico pode mostrar se houve um aumento no ROE após o lançamento, indicando que a estratégia foi bem-sucedida.
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Retorno sobre o ativo (ROA): esse índice representa a capacidade da empresa em gerar retorno a partir do total de ativos que ela possui, independente da origem. A partir dele podemos concluir se os ativos da empresa são rentáveis ou não.
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Retorno sobre o patrimônio líquido (ROE): esse indicador demonstra o quanto a empresa está gerando de retorno a partir do seu patrimônio líquido, incluindo os investimentos dos sócios e os resultados acumulados.
Mais um exemplo, gráficos com indicadores de endividamento que podem destacar valores atípicos, sinalizando possíveis problemas que requerem atenção imediata.
O grau de endividamento mensura a dependência do negócio em relação a dívidas e verifica se a empresa está utilizando mais recursos de terceiros ou próprios.
Também permite identificar a composição do endividamento. Essa composição refere-se à proporção da dívida que precisa ser quitada em curto e longo prazo.
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Endividamento geral: esse indicador representa a proporção do endividamento com terceiros em comparação ao ativo total da empresa.
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Composição de endividamento: a composição do endividamento relata o quanto da dívida está concentrada no curto prazo. Quanto menor for a concentração, melhor será o fluxo de caixa da empresa que poderá ter mais tempo para agir diante de cenários ruins de mercado.
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Endividamento financeiro: Esse índice mostra a relação entre o valor que a empresa está devendo a terceiros e o seu patrimônio líquido. Portanto quanto maior esse índice, maior é a alavancagem da empresa.
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- Lucratividade: esse índice é a representatividade percentual do resultado líquido sobre a receita bruta.
- EBIT: é o resultado líquido sem considerar os impostos sobre o lucro e as despesas e receita financeiras. Portanto esse indicador leva em consideração apenas a geração de recursos provenientes das atividades operacionais.
- EBITDA:
Por fim, um gráfico de lucratividade contendo o EBIT e EBITDA pode auxiliar a empresa a identificar o impacto da implantação de novas estratégias ou de mudanças operacionais.
Por exemplo, uma nova estratégia de redução de custos deve refletir em um aumento gradual do EBIT e EBITDA. Ao analisar o gráfico, os gestores podem avaliar a eficácia dessas estratégias e ajustá-las conforme necessário.

- Lucratividade: esse índice é a representatividade percentual do resultado líquido sobre a receita bruta.

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Conteúdos que podem te interessar:
>> Business Intelligence: o que você precisa saber para começar a utilizar ferramentas de BI<<
>> Análise de dados: saiba como fazer para potencializar os resultados da sua empresa <<
>> BPO Contábil Tributário: simplificando e otimizando a gestão financeira das empresas <<
Acompanhamento de índices com BI
O acompanhamento de índices contábeis por meio de ferramentas de BI oferece uma visualização intuitiva dos indicadores e permitem a visualização clara de tendências ao longo do tempo.
Por exemplo, uma forma de acompanhar a liquidez da empresa é por meio de gráficos de linha que mostrem a evolução dos índices de liquidez corrente, seca, imediata e geral.
Esses índices medem a capacidade da empresa de honrar seus compromissos financeiros no curto e no longo prazo. Eles podem indicar se a empresa está em uma situação de equilíbrio, de sobra ou de falta de recursos.
Ao comparar os índices de diferentes períodos, é possível verificar se a empresa está aumentando ou diminuindo sua liquidez. Além disso, ele possibilita a verificação de fatores que estejam afetando positiva ou negativamente a situação financeira das empresas.



Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR)
O LALUR é utilizado para calcular o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
Criado pela legislação tributária brasileira, o LALUR registra as adições, exclusões e compensações necessárias para a determinação do lucro real, que é a base de cálculo desses tributos.
O documento é composto por duas partes: a Parte A, que inclui o controle de todas as movimentações que afetam o lucro líquido, e a Parte B, que detalha os ajustes temporários e permanentes que impactam a apuração do lucro real.
Este livro é obrigatório para todas as empresas que optam pelo lucro real. Sendo assim, ele é crucial para garantir a conformidade fiscal e uma correta apuração dos impostos devidos.
- Relatório tradicional: Livro de Apuração do Lucro Real, fundamental para empresas tributadas pelo lucro real.

Demonstração de Fluxo de Caixa (DFC)
A Demonstração de Fluxo de Caixa detalha as entradas e saídas de caixa de uma empresa ao longo de um período específico. Esse processo geralmente é feito a cada três meses ou um ano.
Este documento fornece uma visão abrangente de como a empresa gera e utiliza seu dinheiro, dividindo os fluxos de caixa em três categorias principais: atividades operacionais, atividades de investimento e atividades de financiamento.
A DFC ajuda a avaliar a liquidez, a solvência e a capacidade da empresa de gerar caixa para financiar suas operações, investimentos e obrigações financeiras.
Ao fornecer uma visão clara do movimento de caixa, a DFC auxilia na tomada de decisões estratégicas e no planejamento financeiro.




Demonstração do Resultado do Exercício (DRE)
A DRE é um relatório contábil que apresenta, de forma detalhada, o desempenho financeiro de uma empresa ao longo de um período específico, geralmente um ano.
O documento resume todas as receitas, custos e despesas da empresa, resultando no lucro ou prejuízo líquido do exercício.
Ele oferece uma visão clara sobre a lucratividade da empresa. Além disso, permite a avaliação de sua capacidade de gerar lucros e a eficiência de suas operações.
Importante destacar que a DRE além de uma exigência legal, é essencial para a tomada de decisões estratégicas.